A Intel lançou recentemente a Optane DC Persistent Memory. Trata-se de uma memória não volátil que armazena dados. Essa novidade é um avanço significativo na melhora de desempenho de servidores. Fique conosco para saber mais.

O avanço dos dispositivos de armazenamento

Nos últimos anos, vivenciamos melhoras exponenciais de performance de dispositivos de armazenamento. O disco SSD foi o primeiro grande avanço.

Até então, o tempo de transferência de dados dos discos mecânicos, conhecido como latência, era muito grande. Isso acabava comprometendo o funcionamento dos servidores pelo tempo de operação para cada leitura e gravação – 1 milhão de vezes mais lento que o tempo de operação da CPU. A necessidade de uma melhora era óbvia e urgente.

Com o SSD, a latência ficou cem vezes mais eficiente. A melhora nos servidores foi bastante considerável.

Ainda assim, havia como ficar ainda mais rápido, pois o disco SSD usava o barramento do disco mecânico. Em outras palavras, seu potencial era limitado pelo modelo antigo de acesso aos dados.

Para resolver o problema do barramento antigo, foi criado o NVMe, ou seja, memória não volátil express. Esse é um disco SSD que usa outro tipo de barramento. Em vez de ter o backplane dos discos ligados numa controladora RAID, o backplane NVMe é ligado diretamente no barramento PCI-Express. Desse modo, a latência ficou dez vezes menor.

Em 2016, a Microsoft fez um laboratório de hiperconvergência com servidores Windows 2016 usando Hyper-V, Storage Spaces Direct e discos NVMe. Chegou-se a impressionantes 6,6 milhões de operações de storage (IOPS) por segundo. Porém, ainda havia oportunidade para melhorar o desempenho dos servidores.

Optane DC Persistent Memory: cada vez menos latência

Com o lançamento da Intel, a performance para ambientes hiperconvergentes foi levada a outro nível. O acesso aos dados está literalmente ao lado da CPU. A latência é cem vezes mais rápida que a do NVMe e mil vezes mais rápida que o SSD. Confira o comparativo no gráfico abaixo.

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Latência de operação

No fim do ano passado, o mesmo laboratório da Microsoft citado anteriormente realizou outro teste. Dessa vez, usou-se Windows 2019 e hardware atual, com discos NVMe para armazenamento e Intel Optane DC Persistent Memory como cache. A performance chegou a incríveis 13 milhões de IOPS.

Impressionante, não é mesmo? E, nos próximos anos, poderemos ver esse processo melhorar ainda mais. É que sistemas operacionais e programas ainda não estão preparados para usar uma memória de dados persistente. Eles entendem que é necessário carregar o dado na memória ao abrir um programa ou reiniciar o servidor.

Imagine quando esse tipo de operação não for mais realizado. O processo de boot não será mais necessário. Tampouco será preciso carregar dados na memória para abrir um programa, uma vez que eles já estarão lá. Você poderá desligar o servidor, e quando ligar, tudo estará exatamente igual e rodando como se não tivesse sido desligado. Alguma dúvida de que chegaremos lá em breve?

 

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