A gigante IBM anunciou esta semana que vai comprar outra multinacional, a Red Hat, por US$ 34 bilhões. Trata-se de uma estratégia para diversificar os negócios e ampliar a margem da companhia.

A Red Hat, embora não seja tão conhecida dos consumidores finais, é especialista em soluções corporativas. Seu foco está no sistema operacional Linux, cujo código aberto o torna um dos principais concorrentes do Windows.

IBM deve comprar Red Hat por US$ 34 bilhões

Esta será a maior aquisição já realizada pela IBM. Em entrevista à agência Reuters, a presidente-executiva da empresa, Ginni Rometty, alegou que a transação representa uma sinergia de crescimento. Faz sentido, visto que os nomes tradicionais do mercado de tecnologia têm enfrentado a concorrência direta de diferentes serviços, especialmente os de computação em nuvem.

A receita total da IBM caiu de US$ 79,9 bilhões em 2016 para US$79,14 bilhões em 2017. Ela vem enfrentando a desaceleração nas vendas de softwares por assinatura e a redução da demanda por servidores de processamento de dados. Ainda segundo a Reuters, as ações também perderam quase um terço do valor nos últimos cinco anos, enquanto os papéis da Red Hat subiram 170% no mesmo período.

Ou seja, o acordo pode abrir oportunidade para uma competição direta com outras gigantes da indústria, como Amazon, Alphabet e Microsoft. A IBM, que tem um valor de mercado estimado em US$ 114 bilhões, pagará US$ 190 por ação em dinheiro da Red Hat. Na última segunda-feira (29), após a divulgação da compra, as ações dessa produtora de software subiram 50%.

Red Hat: por que a empresa de código aberto é atrativa?

Outras companhias já vinham negociando com a Red Hat, de acordo com reportagem da CNBC. Entre elas, estaria até mesmo o Google. Mas o que essa empresa tem para ser tão atrativa?

Fundada em 1993 por Marc Ewing e Bob Young, ela comercializa um produto de destaque: a plataforma Red Hat Enterprise Linux, que consiste num sistema operacional alternativo ao Windows, com foco no público corporativo. Há diversas opções para servidores e desktops.

Porém, a grande fonte de renda vem das soluções de armazenamento, virtualização e computação em nuvem próprias. A Red Hat também fatura com treinamento e suporte para os clientes que adotam suas soluções, além de oferecer consultoria.

Ainda, a marca tem papel atuante na comunidade de softwares de código aberto. Em 2017, foi responsável por quase 6 mil alterações feitas no kernel do Linux, a base do sistema. As melhorias correspondem a 7,2% do total de modificações.

Não bastasse isso tudo, a Red Hat contribui com o GNOME, um ambiente de desktop para tornar o visual do Linux mais próximo ao dos sistemas operacionais populares. Alguns desenvolvedores também se dedicam ao LibreOffice, uma opção aberta de programas similares ao pacote Office da Microsoft.

A Red Hat foi a primeira empresa de código aberto a atingir US$ 1 bilhão de receita. Isso foi em 2012. Cinco anos depois, o faturamento já chegava a US$ 2,9 bilhões.

A intenção é que a empresa opere de forma independente, com mínimas interferências da compradora. Ainda assim, o negócio permitirá que a IBM cresça no setor de infraestrutura de nuvem híbrida, que combina servidores privados com soluções de terceiros na nuvem. Considerando apenas os serviços de nuvem públicos, Amazon, Microsoft e Google detêm as primeiras posições na briga pelo mercado.

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